A candidata pela coligação PSD/CDS-PP à Câmara Municipal de Alcanena, Renata Henriques, pretende, em caso de vitória eleitoral, isentar de taxas e impostos municipais as novas empresas que se instalem e criem emprego no concelho.
Renata Henriques lidera a lista do PSD/CDS-PP, partidos que concorrem juntos às autárquicas no concelho mais de 20 anos depois de terem governado os destinos da autarquia, ainda como Aliança Democrática (AD).
A candidata da coligação considera que “existe demasiada burocracia e papelada” na autarquia e que “os empresários não são olhados como parceiros pela Câmara”.
Renata Henriques diz ainda que “Alcanena pode ser paraíso logístico”, apontando a zona junto aos nós da A1 e da A23 como uma “área de localização empresarial preferencial”.
A candidata defende que o concelho tem que apostar também no turismo, aproveitando a proximidade com as serras de Aire e Candeeiros e diz ter um projecto para requalificação das nascentes do rio Alviela, nos Olhos de Água, “para que não sirvam apenas de cenário ao Centro de Ciência Viva”.
O coordenador das autárquicas do PSD no distrito de Santarém, Miguel Relvas, disse que Renata Henrique é uma “lufada de ar fresco” nas listas para a Câmara Municipal.
Já o líder da Distrital do PSD, Vasco Cunha, salientou que Renata Henriques foi a candidata que conseguiu unir os dois partidos e que a sua candidatura “não serve apenas para unir o PSD e o CDS-PP, mas todos os descontentes com a governação do concelho”.
Por seu turno, Herculano Gonçalves, presidente da Distrital do CDS-PP, destacou a importância das coligações para o partido, que concorre às autárquicas coligado em seis concelhos do distrito, em cinco dos quais com o PSD, e que segundo o dirigente “vem permitir à direita tentar tirar a esquerda do poder”.
Renata Henriques é militante do PSD, tem 37 anos, e vive no Entroncamento. É licenciada em Investigação Social Aplicada pela Universidade Moderna e frequentou vários cursos de formação na área da banca, área em que trabalha actualmente como gerente do balcão do BPI de Santa Maria, em Torres Novas.
Lusa






