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Depois da Chamusca agora é a vez de Coruche

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No âmbito do Concurso de Fotografia promovido pela CIMLT - Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, intitulado “Lezíria do Tejo: Suas Gentes, Suas Paisagens”, a exposição itinerante com o mesmo nome passa agora pelo Museu Municipal de Coruche, onde poderá ser vista até ao dia 21 de Dezembro.

A mostra dá a conhecer as três fotografias vencedoras do Concurso, bem como os trabalhos votados pelo público na Internet. De lembrar que o objectivo do Concurso de Fotografia foi transportar para imagens as paisagens, as gentes e as tradições da Lezíria do Tejo.

A mostra já passou por Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo e Chamusca, e até meados de Fevereiro de 2010 irá percorrer os restantes Municípios associados da CIMLT (Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém).

Coruche adere à campanha Cidades Contra a Pena de Morte

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O município de Coruche assinala, segunda-feira, o Dia Mundial das Cidades para a Vida com uma largada de balões brancos com mensagens “em nome da Liberdade e da Vida”, escritas pelas crianças que frequentam a ludoteca municipal.

A iluminação e decoração do pelourinho e a declaração do dia 30 de Novembro como Dia da Vida/Contra a Pena de Morte no site do município - que passará a conter os links para os sítios da Comunidade de Sant’Egídio (Itália), que instituiu o evento Cidades Para a Vida - Cidades Contra a Pena de Morte, e da Aministia Internacional Portugal -, são as outras iniciativas programadas.

A iniciativa surgiu em 2002, com a participação de 80 cidades, para assinalar o aniversário da abolição da pena de morte no primeiro Estado europeu, o Grão-Ducado das Toscana, no Norte de Itália, a 30 de Novembro de 1786.

Em 2008 participaram 700 cidades, 30 das quais portuguesas, sendo a iniciativa dinamizada desde 2006 pela Amnistia Internacional através da Coligação Mundial Contra a Pena de Morte.

 

Coruche: Antigos dirigentes do GD Coruchense notificados por dívidas tributárias

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Dezasseis antigos dirigentes do GD Coruchense foram notificados para o pagamento de dívidas tributárias do clube, num valor superior a 800 mil euros, referentes a IVA e IRC, disse um dos elementos da Comissão Administrativa do biénio 2003/04.

De acordo com Carlos Galamba, que em 2004 foi eleito vice-presidente do clube e se demitiu após dois meses em funções, entre as notificações de execução “quatro são superiores a 200 mil euros”, precisando que no seu caso é referente a 212.287 e nos restantes 212.193 euros.

“Como o clube não tem património, há uma reversão que imputa as dívidas ao tempo das direcções, no caso à Comissão Administrativa”, explicou o ex-dirigente, realçando que “não estava ligado ao futebol” e que aceitou o desafio “por carolice”, “um pouco às cegas”.

Com um prazo de contestação de dez dias após a notificação, os antigos responsáveis do GD Coruchense, que desconhecem se o clube terá sido informado das diligências, já reuniram com um fiscalista e solicitaram apoio à Câmara Municipal de Coruche.

“Na segunda-feira vamos tentar resolver esta situação com a câmara. Neste momento são quinze famílias dependentes disto, nós não temos rendimentos para suportar estas dívidas. Há gente sem dormir e famílias em pânico”, referiu Carlos Galamba.

Contactado pela Agência Lusa, o presidente da autarquia, Dionísio Mendes, confirmou a disponibilidade para “acompanhar o processo, do ponto de visto jurídico, para, eventualmente, ser feita a contestação”, remetendo qualquer esclarecimento adicional para depois da reunião da próxima semana.

Os responsáveis pelo clube desde 2003 foram notificados, entre quinta e segunda-feira, por cerca de 28 processos das Finanças, de acordo com o ex-dirigente.

Em causa está, segundo o próprio, a doação de um terreno ao clube, com cerca de 6,8 hectares, em Montinho do Brito, para a construção de um complexo desportivo, tendo em vista a substituição do antigo campo Horta da Nora que estava alugado ao clube e entretanto foi vendido pelo proprietário.

Na altura, já com dívidas fiscais, o GD Coruchense não dispunha do estatuto de entidade pública, ficando assim afastada a possibilidade de se candidatar a financiamentos, daí que tenha doado o terreno à autarquia para que construísse o estádio e edificasse uma sede para o clube.

Neste terreno, a Câmara de Coruche custeou as obras de terraplanagem e fundações, num valor de cerca de 750 mil euros, no entanto foi o clube que deduziu IVA sobre as facturas passadas ao empreiteiro, segundo Carlos Galamba.

Após a transferência para a autarquia, o montante de IVA deduzido pela intervenção teria de ser devolvido, facto que não ocorreu, tendo o clube sido alvo de várias coimas, às quais se têm acumulado juros.

Apesar do investimento neste terreno, a Câmara de Coruche acabou por construir o Estádio Municipal José Peseiro, inaugurado a 25 de Abril de 2007, em Santo Antonino.

Mesmo sem qualquer actividade desportiva actualmente, o GD Coruchense, que foi fundado em 1948 e conquistou o título de campeão da III Divisão nacional em 1953/54, consta na lista de devedores da Direcção-Geral das Finanças, com dívidas situadas entre 100.001 euros a 500.000 euros.

A 18 de Agosto de 2008, alguns dos antigos responsáveis pelo emblema ribatejano fundaram um novo clube, denominado de Amigos do Grupo Desportivo Coruchense - Associação Desportiva que, além dos escalões de formação, participa na II Divisão distrital da Associação de Futebol de Santarém, em seniores.

 

 

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